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Marianna Lemos
Fisioterapeuta

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cuide da coluna do seu filho!

Já estamos há poucos dias do início de mais um ano letivo e percebo que precisamos voltar a nossa atenção para a Saúde Postural das crianças, que nessa fase escolar estão sujeitas a desenvolverem dores ou até mesmo lesões na coluna ou nas articulações devido ao peso da mochila e à forma de se sentar em sala de aula.

DICA IMPORTANTE: Veja na escola do seu fiho se oferecem condições para que a boa postura seja mantida. A educação postural precisa fazer parte da linguagem da escola. Pais e Professores devem atuar em conjunto.

Abaixo, posto uma matéria muito interessante e responsável sobre o tema. Aproveite!

Pais, lembrem-se: a boa saúde do seu filho, depende da sua orientação!

Tome a atitude necessária!

Marianna Lemos


"Todo ano é a mesma coisa. Uma lista extensa de materiais escolares transforma a mochila de crianças e adolescentes em um verdadeiro inimigo da saúde. Segundo a fisioterapeuta Sandra de Farias, do Instituto Patrícia Lacombe, com sede em Campinas, carregar um peso maior do que o adequado aumenta consideravelmente a pressão sobre os discos intervertebrais, que funcionam como amortecedores da coluna. “O excesso sobre os discos pode reduzir o espaço entre as vértebras, comprimindo raízes nervosas e ocasionando, até mesmo, as temidas hérnias de disco”, destaca.


É fácil saber se a carga é excessiva: o aluno deve transportar, no máximo, 10% de seu peso corporal. A escolha da mochila também é assunto sério. “É melhor optar por peças que vêm com amortecedores para a região dorsal e cinto, para mantê-las bem junto ao corpo. Alças acolchoadas também ajudam a amortecer a pressão sobre os ombros”, orienta. Outra dica é evitar aquelas que têm muitos detalhes - como bolsos e enfeites – porque eles aumentam o peso final.


A forma de carregar a mochila é um capítulo à parte. “Ela deve ser sempre distribuída nos dois ombros e não de um só lado.

No caso daquelas que têm rodinhas, é importante escolher uma peça com puxador adequado para a altura da criança e orientá-la a alternar o braço que puxa, para evitar risco de escoliose e outros prejuízos para a coluna”, descreve.


Vista da Coluna Vertebral quando usamos mochila de maneira incorreta. Risco de desenvolver escoliose.

A fisioterapeuta lembra ainda a importância de observar cuidadosamente a postura dos filhos no dia-a-dia. “A atenção deve ser redobrada quando há diferença na altura dos ombros, quando há projeção de ombros para frente ou quando a curvatura atrás da cintura aumenta. Outro aspecto importante é verificar se, quando dorme, a criança respira pela boca, pois isso também facilita o desenvolvimento de algumas alterações posturais, entre outros problemas de saúde”, esclarece.

Grande parte dos problemas de coluna começam a ser construídos na infância. Cuidados essenciais com os hábitos posturais podem ser a garantia de não entrar para estatísticas cada vez mais assustadoras. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% da população sofrem ou sofrerão de dor lombar em um período da vida. E mais: 90% experimentarão situações de afastamento do trabalho e das atividades de rotina por conta da má postura. “A boa notícia é que 94% dos casos podem ser evitados. E a atenção na infância é o primeiro passo”, enfatiza Dra. Sandra."

Aula de Ginástica Holística para Crianças e Adolescentes
Aula de Pilates para Crianças e Adolescentes
imagens anexadas pelo Blog Saúde Postural

 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Coluna Boa, sem cirurgia!

Pesquisa revela que somente 10% dos casos de hérnia de disco precisam de operação. A grande maioria é curada com terapias não agressivas.

Os números indicam o tamanho do sofrimento: cerca de 5,4 milhões de brasileiros sofrem de hérnia de disco, um problema caracterizado pelo deslocamento da estrutura que existe entre as vértebras da coluna.

 É responsável por grande dor e, em vários casos, exige o afastamento do paciente das suas atividades diárias. Em geral, é muito comum que eles sejam logo encaminhados para uma cirurgia corretiva, o que implica em riscos inerentes a qualquer operação, como o de sofrer reações à anestesia ou ser vítima de infecções.

Um estudo divulgado recentemente, porém, mostrou que esta deveria ser a última estratégia a ser pensada. Publicado na Revista da Academia Americana de Cirurgões Ortopédicos, o trabalho afirma ainda que cerca de 90% dos indivíduos portadores de hérnia de disco podem se recuperar se fizerem uso de técnicas como fisioterapia, acupuntura, reeducação postural e/ou analgésicos, o chamado tratamento conservador, durante 3 meses. Ou seja, apenas 10% têm verdadeiramente indicação para a cirurgia. A conclusão foi baseada em uma ampla revisão de diversas pesquisas que haviam sido realizadas sobre o tema.



O resultado vem ao encontro do que tem defendido médicos mais especializados no assunto, como o reumatologista José Goldenberg, de São Paulo. "A cirurgia só deve ser uma opção quando não há resposta ao tratamento conservador em no mínimo 8 semanas", defende. Goldenberg já se acostumou a receber em seu consultório pacientes em busca de uma segunda opinião. "Posso dizer com certeza que pelo menos 70% dos doentes que me procuram com hérnia dizem ter tido indicação cirúrgica", afirma.

A publicitária Suely Souza Nascimento foi uma delas. "A idéia de ficar imobilizada na cama depois da cirurgia me assustava", conta. "Além disso, não havia certeza de que seria curada". Após sessões de fisioterapia, reeducação postural e acupuntura, feitas sob a orientação da fisioterapeuta Patrícia de Almeida, ela voltou a realizar atividades que não conseguia mais fazer, como dirigir. E esqueceu a cirurgia.

Suely tocou em um ponto importante. Além de todo o desgaste que causa ao paciente do ponto de vista físico e emocional, a operação nem sempre é sinônimo de recuperação total. Segundo o fisioterapeuta Helder Montenegro, do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, pelo menos 50% dos pacientes que passam por uma cirurgia de coluna voltam a ter dor, em média, após dois anos do procedimento.

O fisioterapeuta é criador de uma técnica que une movimentos manuais de fisioterapia com uso de aparelhos que estimulam o fortalecimento muscular do abdome e das costas. "Essa associação reduz a dor e melhora a postura, contribuindo para resolver o problema", garante Montenegro.


Foi a esse recurso que recorreu a jogadora de vôlei de praia Larissa França, tricampeã mundial. Em 2002, uma crise a deixou longe das quadras e sem andar por 22 dias. Provocado por excesso de esforço físico repetitivo, seu caso teve uma primeira indicação para cirurgia. "Meu médico me disse que mesmo fazendo a intervenção não poderia voltar a jogar", conta. A atleta não fez a operação e passou quarto meses submetendo-se ao método desenvolvido pelo fisioterapeuta. "Voltei a competir e, desde então, vivo em paz com a minha coluna."


Há algumas atitudes que podem prevenir o surgimento da hénia de disco. Entre elas, manter uma postura correta, evitar o ganho de peso e fazer exercícios físicos regularmente.

SAIBA MAIS:

Como surge a hérnia de disco:

Com 33 vértebras, a coluna vertebral é composta por discos intervertebrais, medula espinhal, nervos, músculos e ligamentos. Os discos são estruturas em formato de anel formados por tecidos cartilaginosos, fibras e água. Localizam-se entre  cada uma das vértebras cervicais, dorsais e lombares. Tem como função evitar o atrito e amortecer o impacto entre as vértebras.


A hérnia de disco traduz-se como um deslocamento do conteúdo discal que sai da sua posição original podendo comprimir as terminações nervosas que se dirigem para os músculos e órgãos internos, causando dor, ou até mesmo alteração na função do órgão correspondente.

A hérnia aparece mais frequentemente nas regiões da coluna com maior mobilidade e/ou que são mais exigidas por sobrecarga: lombar e cervical.

CAUSAS: Há várias. Entre as principais estão o desgaste natural provocado pelo envelhecimento, posturas incorretas, obesidade e exercícios inadequados.

Autor: Greice Rodrigues
Referência: Revista Isto É  

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Educação Postural para Crianças

Você já pensou sobre isso?

A coluna é a parte do corpo com a segunda maior queixa de dor depois da cabeça. Porém, no Brasil, ela lidera as estatísticas. Pode-se afirmar que um terço dos brasileiros sofre de dores nas coostas. Os sintomas aparecem cedo, antes dos 50 anos, mas a maioria das pessoas não procura solução para o problema buscando um alívio imediato com analgésicos, deixando que a dor se agrave até tornar-se crônica.

Imagine que uma árvore esteja em fase de crescimentoe seja amarrada de forma a pender para um dos lados, o que acontecerá? O tronco vai crescer torto e permanecerá desse jeito mesmo depois de desamarrado. Isso também acontece nos humanos. A melhor fase para aprender como deve ser a postura é na infância, quando nossa coluna e demais articulações ainda estão em desenvolvimento. Por isso, o foco dos pais deve estar nas costas do filho, o que determinará se ele terá ou não dores na vida adulta.

O maior desafio é investir na prevenção postural e não somente no tratamento de alguma doença já existente. E ela se dá principalmente através da educação. A prática de atividade física ajuda a manter o corpo físico sadio e em movimento. Mas a educação postural fará a maior diferença no momento da tomada de decisão entre o certo e o errado, por exemplo, para se sentar ao computador ou na escola. 

As maiores causas das dores na coluna são: a má postura diária, carregar muito peso regularmente, o estresse e a falta de atividade física.

Diante de tudo isso, fica o apelo de uma profissional preocupada com a saúde dos nossos pequenos. Não vamos deixar que eles experimentem o gosto amargo de um problema de coluna. Nós podemos evitar isso!

Ensine ao seu filho como adotar hábitos de vida saudáveis. Procure ajuda de um profissional especializado, que realizará tal tarefa como uma brincadeira leve e prazeroza.

DICA: uma excelente fase para esses ensinamentos é durante a segunda infância, que vai dos 7 aos 12 anos, onde o desenvolvimento físico é mais constante e gradual. É uma fase de intenso aprendizado motor, psíquico e cultural.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Entendendo a dor

Apesar de a dor ser freqüentemente o resultado de um distúrbio, usualmente é a última coisa que acontece e a primeira a desaparecer. Quando uma pessoa sente dor, ela comete o erro de achar que, agora, ela está doente, ou que algo está errado agora, e não antes. Isto não é verdade. A dor é a última coisa que aparece. Quando o corpo responde com uma reação dolorosa, significa que o problema chegou a um ponto que não pode mais ser ignorado. A dor é o corpo gritando “eu não posso mais funcionar desse jeito, eu estou em apuros, socorro!”
Também, a dor, usualmente, desabilita a pessoa de fazer certos movimentos. É, novamente, o corpo dizendo “enquanto o problema não for corrigido e o movimento articular restabelecido, é perigoso fazer esse movimento. Aqui vai um estímulo (dor) que fará com que você não faça esse movimento”. A dor é, portanto, uma importante função do corpo para manter-se íntegro. A dor, freqüentemente, significa o que você não deve fazer para o problema piorar. Agora você entende que buscar alívio em analgésicos e antiinflamatórios, ao invés de ajudar, com o tempo, pode até agravar o seu problema.
Por isso, escute os sinais que seu corpo está mandando e respeite os seus limites. Não aceite a desculpa "não tenho tempo".  Nenhuma outra atividade poderá ser exercida da sua melhor maneira, principalmente o trabalho, se o seu corpo não está bem.   Busque um tratamento que realmente atue sobre a causa da dor, que forneça resultados duradouros, definitivos e não aqueles onde o efeito é imediato, mas que deixa uma lacuna para uma piora posterior.

Só depende de você ter essa, tão sonhada, vida livre de dores.  

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Fugindo da zona de conforto

“É melhor errar do lado do risco do que do lado da precaução”. Alvin Toffler


Um dos maiores inimigos da significativa concretização de uma vida saudável é o conforto. A maioria das pessoas está tão preocupada com a sua zona de conforto a ponto de não estarem dispostas a fazer aquilo que é necessário para serem bem sucedidas nessa busca.

Ter que se defrontar com certas situações, aprender uma nova habilidade, mudar de hábitos, assumir riscos, trabalhar duro, dedicar-se; tudo isto é muito desconfortável, porém, absolutamente necessário na caminhada para uma vida bem sucedida.

Você tem que decidir se deseja uma vida de conforto ou uma vida de realizações.

Você pode ter qualquer coisa, fazer qualquer coisa e ser aquilo que deseja ser, se simplesmente estiver disposto a dar um passo para fora da sua zona de conforto e tomar as decisões que, necessariamente, devem ser tomadas. Dê uma boa examinada nas coisas que você faz todos os dias e pergunte a você mesmo por que é que está fazendo essas coisas. Você as faz porque é familiar, confortável e por que oferecem segurança? Você, porventura, se encontra ansioso em sair da sua aconchegante zona de conforto? Porventura tem você evitado fazer certas coisas porque isso pode lhe causar certo desconforto? Não permita que você venha ficar muito confortável. *Um curto período de desconforto é muito melhor do que uma vida inteira de olhar desolador ao passado.



* Para Meditação: “... não te deixarei, nem te desampararei. Tão somente sê forte e mui corajoso. Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido. Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares”. Josué 1:7-9